Responda rápido: você acha que é fácil publicar uma revista em quadrinhos no Brasil? Errou quem disse que sim e acredita que para colocar uma HQ em circulação basta fazer alguns rabiscos com uma história qualquer em mente. Não é de hoje que os quadrinhistas de todo o país têm dificuldade para encontrar uma editora que se interesse e publique os seus suados trabalhos.
Mas, há uma luz no fim do túnel e uma alternativa se apresenta: o mundo dos quadrinhos independentes. Essa nova realidade, de publicações independentes, tem começado a representar a concretização da vontade de uma grande parcela dos artistas de HQ: ver os seus trabalhos circulando e sendo lidos por aí.
Certo é que uma das maiores complicações encontradas pelos quadrinhistas independentes é a venda e distribuição de seus quadrinhos, mas eles não parar por qualquer dificuldade. A movimentação começa a aumentar para que eles se tornem cada vez mais visíveis.
Curioso para saber quais alternativas o mundo dos quadrinhos independentes tem encontrado para sobreviver e não permanecer em segundo plano? Com o lançamento da Fraude 7, na sexta-feira, dia 27/11, às 19h, no River's Pub, todas as dúvidas poderão ser sanadas.
Quem vê o barbado rapaz ao lado pode até imaginar que a ilustração do americano minusbaby é algo simples, feito em um software de fácil usabilidade como o Microsoft Paint, pode se enganar feio. A pixel art, é uma forma de arte eletrônica extremamente complexa e de difícil execução, porque os artistas montam suas ilustrações a partir de cada pixel (menor elemento em uma imagem digital).
A pixel art ganhou popularidade a partir da década de 80, no bojo da disseminação dos games nas sociedades globalizadas. Apesar de muitas das ilustrações feitas em pixel ainda terem conexão com os games, atualmente existem também trabalhos descolados desta temática, como os minimalistas desenvolvidos pelo coletivo 8bitpeoples ou outros mais grandiosos, trazendo cidades inteiramente construídas em pixel, como a São Paulo feita para a capa da revista Época São Paulo.
Para saber como se trabalha pixel a pixel e quais as motivações de um desses artistas, aguarde o lançamento da Fraude 7, nesta sexta-feira!
Tim Maia e os estudantes da Cultura Racional fizeram parte do boom esotérico da década de 70
A década de 70 foi uma época bastante mística na música brasileira. Foi nessa época que Jorge Ben lançou A Tábua de Esmeralda e África Brasil, dois álbuns com letras sobre alquimia e outros mistérios medievais. Entretanto, os mais polêmicos lançamentos dessa "MPB esotérica" foram os discos Racional Volume 1 e Volume 2, gravados (e depois tirados de circulação) por Tim Maia. O cantor havia ficado fascinado com o que havia lidos nos livros Universo em Desencanto, escritos por Manoel Jacintho Coelho, o fundador de uma crença chamada de Cultura Racional.
A história de Tim Maia com a Cultura Racional nunca esteve bem resolvida. Tim deixou o grupo em 1978, brigado com Manoel Jacintho Coelho e disparando contra toda a organização, taxando-a de golpista e aproveitadora. Também nunca ficaram muito claras as práticas, costumes e objetivos da Cultura Racional, mesmo com algum material produzido sobre o assunto, como uma matéria da Trip e este podcast, produzido por alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero (SP).
Quer desvendar os mistérios do Universo em Desencanto sobre o qual Tim Maia cantava? Leia a revista Fraude 7!
Quantos de nós já não foi eleito “o fotógrafo oficial da turma”? Aquele que está sempre com uma câmera na mão registrando os momentos, indo a exposições de fotografia e pensando em arte? Foi mais ou menos assim que aconteceu com a baiana Mariana David, que de “fotógrafa oficial da turma” passou a fotógrafa profissional. Após o contato com uma exposição de Pierre Verger, em Salvador, Mariana se encantou com a possibilidade de registrar lugares desconhecidos e modos de vida diferentes e comprou uma Nikon analógica lente 50mm. Desde então, não parou de fotografar e costuma dizer que foi escolhida pela fotografia. A jovem, que trabalha profissionalmente há cerca de um ano como fotógrafa, já participou de algumas exposições coletivas em Salvador e realizou uma exposição individual: "Olha-se de novo, Olha-se!". Em 2009, Mariana foi selecionada para expor no Salão Regional de Artes Visuais da Bahia, em Juazeiro/BA, com o trabalho "Mergulho", que também foi contemplado com o Prêmio Fundação Cultural do Estado da Bahia. Na Fraude 7, Imaginando dedica uma de suas páginas a uma fotografia inédita de Mariana David, da série "Fernanda". Enquanto a revista não sai, leia uma entrevista com Mariana David ou veja muitas de suas fotos.
Foto: Uma das fotografias de mariana David exposta no Salão Regional de Artes Visuais da Bahia e contemplado com o Prêmio Fundação Cultural do Estado da Bahia.
O que seria do jornalismo sem o avanço da tecnologia? Ele próprio só passou a existir quando, lá no século XV, Gutenberg criou e popularizou a tipografia. Durante muito tempo, a prática jornalística ficou restrita apenas ao meio impresso. Eram páginas e páginas de texto, muitas vezes sem qualquer outro recurso visual. Mais uma vez ela, a tecnologia, teve papel fundamental na mudança que ocorreu no jornalismo impresso com a entrada de ilustrações e fotos. Depois, vieram o rádio, a televisão... e, por último, o jornalismo online.
Acredita que é possível fazer notícias com menos equipamentos que nessa foto?
Não precisamos enunciar a magnitude da revolução que o uso popularizado da internet provocou em nossa sociedade, que já começa a incorporar algumas das práticas desenvolvidas a partir dessa conjuntura. O jornalismo online, além de prezar pela multimidialidade, também faz parte dessa revolução e adaptou alguns destes novos paradigmas para sua própria rotina de trabalho, como, por exemplo, a participação do público leitor na criação das notícias. A conversação das pessoas nas redes sociais tem sido fonte para que muitos meios de comunicação ampliem a velocidade na apuração dos fatos, produzindo notícias com cada vez mais rapidez.
Como, então, funciona este novo modelo de jornalismo, praticamente em tempo real? Veja na Fraude 7.
Faz muito tempo que as leituras em voz em alta ou as gravações tornaram-se uma coqueluche. Na Idade Média, as leituras eram, quase em sua maioria, feitas em voz alta. As pessoas reuniam-se em volta de belas moçoilas para ouvir os contos lidos por elas. A Idade Moderna não dispensou o hábito, e permaneceu com a tradição: poesias, livros e cartas eram constantemente declamados.
Ao chegar a Primeira Guerra Mundial, as leituras das obras literárias não eram mais ao vivo, e sim, gravadas. Naquele tempo, as peças radiofônicas tornaram-se sensações, por um motivo um tanto quanto penoso: os discos narrativos eram colocados para tocar com o intuito de entreter os soldados que tinham perdido a visão nas batalhas.
Algumas poucas famílias ainda mantém o costume de ler os 'clássicos contos infantis' para as crianças, antes de elas irem dormir. A macaquicha é mais moderna e não é muito adepta desse tipo de conto. Por isso, ela solicita que a Fraude 7 seja gravada como um audiolivro para que ela possa ouvir constantemente na sua selva reunida com a macacada.
"A Carne é Fraca?"
"Não, terráqueos"
"Desde quando?"
"Há quatro meses. Cortei primeiro as carnes vermelhas, e depois o peixe, e você?"
"Parei com a carne de vez. Tive a sorte de descobrir a soja cedo..."
"Poderíamos sair pra jantar qualquer dia desses..."
"Adoraria... Mas... Onde vamos comer?"
Já estava na hora de Fraude produzir conteúdo para o nosso público “verde”. A revista traz, em sua sétima edição, uma crônica culinária do cotidiano de um vegetariano tentando sobreviver em Salvador. Onde é possível comer? É possível comer bem? E, o mais importante: existe comida baiana vegetariana? Saiba como é difícil ser vegetariano numa terra onde tudo leva camarão, e acompanhe os percalços (com muito bom humor) de um de nossos repórteres em busca do acarajé perfeito.
A Fraude 7 traz mais uma vez em “Imaginando” (sua editoria mais livre e artística) uma HQ. Sem nenhum caráter jornalístico, como a da “A Marcha da Maconha” (Fraude 6), “Uma História de Muitas Cidades” é ficcional, mas não deixa de trazer reflexões sobre o difícil mundo em que vivemos. Com roteiro de Marcelo Lima e ilustração de André Leal, “Uma História de Muitas Cidades” foi exposta na 10ª Feira HQ do Piauí, em setembro, e recebeu dois prêmios: 2º lugar na categoria Melhor Roteiro e 3º lugar em Melhor Desenho. A narrativa tem personagens que vivem diferentes experiências como cidadãos. Mendigos, moradores de rua, imigrantes, trabalhadores... Todos numa mesma cidade que nasce e morre a cada dia. Confira o primeiro quadro desta HQ e fique curioso para conhecer o resto.
A Fraude está pronta. Sim, pronta. Hoje, toda a equipe revisou a última boneca, e com as correções no arquivo final, mais uma edição se prepara para ser enviada à gráfica. Os orçamentos já estão encaminhados e os trâmites para a impressão conduzidos. Depois de quase um ano, mais uma edição da revista campeã em falcatruas (a Macaquicha, nossa mascote, acaba de desviar dezoito milhões para as Ilhas Caiman) está para ser lançada.
E o lançamento já tem data e local: 27 de novembro, às 19 horas, no River’s Pub (Rua da Paciência, 123, rio Vermelho). A banda Quarteto de Cinco, oColetivo Muito Barulho por Nada e o DJ Ox, suspeitos de co-participação nos ardis da macaquicha, conduzirão as apresentações artísticas da festa.
Esta edição, de número 7, vem bem cabalística, e estará recheada dos mesmos conteúdos de sempre, mas tudo com uma cara bem nova e uma roupa de baiana: moda, publicidade, literatura, quadrinhos, fé, culinária... Aquilo sobre o que nosso público mais gosta de ler.
E quem não comparecer, prepare-se para 7 anos de azar!
Os ávidos leitores fraudulentos, que não aguentam mais esperar, em breve poderão respirar aliviados com a Fraude 7 nas suas mãos. A finalização da revista está cada dia mais próxima e o grau de expectativas para o lançamento começa, sem dúvidas, a aumentar. Agora, um dos últimos passos a serem dados será a foto dos bolsistas do Petcom para o Editorial da Revista.
Como de costume, os rostos dos bolsistas do Programa estarão estampados nas primeiras páginas da Fraude. E para que isso aconteça contaremos com a ajuda e boa vontade da fotógrafa Anne Oiticica.
Uma velha companheira da macaquicha, Anne acompanhou de perto todas as fotografias da Fraude 6, e é claro que ela não poderia deixar de dar a sua contribuição para a sétima edição da revista. A macaquicha pede para informar que está chique, penteada e 'ready for your close-up'.
É uma revista anual de jornalismo cultural produzida pelo
Programa de Educação Tutorial da Faculdade de
Comunicação da UFBa. Para saber mais sobre o
PetCom, visite o site
e o blog.